Solidão Acompanhada

 
A pandemia ao contrário do que se esperava, deixou a pessoas mais egoístas.
Parece que o isolamento nos desconectou!
Estamos mais egoístas e egocêntricos. 
A solidariedade está em extinção.
Não há mais comprometimento.
A palavra dada, que era sinal de caráter, não tem mais valor.
Sem falar do tanto de gente que está em "cima do muro".
Como se ficar em "cima do muro" não fosse uma escolha.
O desrespeito impera sem nenhuma cerimonia.
Chega a ser assustador!
Há 17 anos sou deficiente física por causa da irresponsabilidade e desrespeito de um médico desumano.
Até há alguns dias atrás nunca tinha sido desrespeitada.
Tenho uma cadeira de rodas elétrica que fecha pra ser colocada no porta malas.
Quando estou sozinha preciso de ajuda pra colocar e tirá-la do carro.
Minha Pet estava doente e fui levá-la ao hospital.
Por duas vezes na mesma semana, pedi ajuda e pro meu espanto recebi um NÃO bem redondo.
O pior que num destes dias, deixei meu carro no estacionamento, estava chovendo, eu de guarda-chuva e cadeira de roda, fui atravessar a rua mas, não consegui subir na calçada do outro lado, porque todas as guias rebaixadas tinham carros estacionados.
Restou-me a andar pela rua.
Um carro diminuiu a velocidade, "o motorista estava com máscara", abriu o vidro e me ofendeu, dizendo que eu estava atrapalhando o trânsito e pra finalizar ainda disse um belo palavrão.
Sul real né?!
Cadê aquele discurso de que as pessoas seriam mais solidárias, mais sensíveis e mais humanas?!
O que venho percebendo são pessoas perdidas dentro si, conectadas em redes sociais, onde tudo é ilusoriamente perfeito!
As pessoas voltaram a se reunir, mas nunca estiveram tão solitárias.
O "tô cuidando de mim" virou vibe.   
Claro que cada um tem que cuidar de si, ter autoestima. 
Mas é preciso ter parcimônia, para não nos transformarmos em pessoas insensíveis e egocêntricas. 
É imperativo ter equilíbrio entre razão e coração! 
Ter bom senso para usar cada um deles dentro das suas funções. 
Usar as razão sobre coisas do coração, nos torna insensíveis, frios!
Precisamos ouvir mais o CORAÇÃO!
É muito triste perceber que a Covid não foi suficientemente impactante para que o mundo entendesse que a única coisa que levaremos desta vida, serão as lembranças dos momentos que vivenciamos. 
O desamor continua sendo a pior doença!
Ao contrário da Covid, no desamor a "máscara" contamina! 
A boa notícia é  que a vacina está dentro de cada um de nós. 
O nome dela é AMOR!
Pense nisto!
Bora lá procurar a vacina?!

por     Walderez Siqueira

          resilienciasempre33@gmail.com




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